Bruno Dauaire é descartado da disputa pela presidência da Alerj

O jornal O Globo publicou uma matéria sobre a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o Globo, disputam a presidência do legislativo fluminense os deputados Márcio Pacheco (PSC), Tia Ju (PRB) e Chicão Bulhões (Novo). Bruno Dauaire, que chegou a aparecer como candidato em matérias anteriores, foi descartado na nova publicação.

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O deputado Bruno Dauaire, que seria supostamente de oposição ao governo Pezão, é figura onipresente nas investigações que começaram a desarticular a organização criminosa comanda por Jorge Picciani.

Como revelamos em reportagem sobre a escolha de Bruno para relatar o impeachment de Pezão, “Bruninho Querido”, como é chamado por Jorge Picciani, aparece em planilhas apreendidas pela Polícia Federal na casa do deputado Edson Albertassi, atualmente preso em Bangu. As planilhas seriam indicações políticas dos deputados no governo Luiz Fernando Pezão. Com indicações no governo do estado, Bruno Dauaire será relator do impeachment de Pezão

Na matéria do link acima, também relatamos sobre a ligação telefônica que revela uma articulação entre Jorge Picciani, Bruno Dauaire e o ex-procurador da Alerj Hariman Dias de Araújo. Veja a transcrição em poder da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Como relatamos na matéria anterior, Bruno se absteve afinal seu voto não fazia diferença aquela altura, não desagradando Picciani. Mas descumpriu a determinação do então presidente do seu partido, Anthony Garotinho, que havia determinado que todos os deputados do partido votassem pela manutenção da prisão dos deputados Piccian, Albertassi e Paulo Melo. Na prática a presença de Bruno no dia da votação favoreceu Picciani, pois ajudou a alcançar o quórum qualificado para votação.

De fato ainda não há uma denúncia formal contra Bruninho. Mas o mais intrigante da atuação de Bruno Dauaire na Alerj é que até o momento é o único deputado que seria da suposta oposição que é citado nas duas operações da Lava Jato do Rio.

Outras investigações

Ao que parece, Bruninho, o “querido” de Jorge Picciani, não terá vida fácil em 2019. O moço pode figurar em outras investigações.

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