Bolsonaro é diplomado pelo TSE

Brasília – O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro (PSL), recebeu na tarde desta segunda-feira o diploma com o resultado que o elegeu. O general Hamilton Mourão, vice na chapa vencedora, também participou da cerimônia.Quem deu início à diplomação foi a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, responsável por entregar o diploma à Bolsonaro. Também estavam presentes o ministro Luiz Fux, representando o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), a procuradora-geral eleitoral, Rachel Dodge, e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Carlos Lamachia.

O presidente eleito começou o discurso de diplomação agradecendo a Deus, em primeiro lugar, por estar vivo. “Durante minha vida pública, sempre me pautei pelos valores da família, do Brasil e da soberania nacional”, continuou, em seu discurso. “Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o o voto”.

“Em um momento de profundas incertezas em várias partes do globo, somo um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível. Esse processo é irreversível. Nosso compromisso com a soberania do voto popular é inquebrantável. Senhoras e senhores, os desejos de mudança foram expressos de forma clara nas eleições”, afirmou Bolsonaro.

Em seguida, o ex-capitão do exército rechaçou a “corrupção”, a “violência”, a “mentira”, a “submissão do nosso destino a interesses alheios”, a “manipulação ideológica” e a “mediocridade complacente em detrimento do nosso desenvolvimento”.

Jair Bolsonaro também celebrou as novas tecnologias: “Vivenciamos um novo tempo (…) O poder popular não precisa mais de intermediação, as novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”.

Após a fala do presidente eleito, Rosa Weber relembrou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que completa 70 anos nesta segunda-feira.

“A democracia é também exercício constante de diálogo e de tolerância, de mútua compreensão das diferenças, sopesamento pacífico de ideias distintas, até mesmo antagônicas, sem que a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque suprimir ou abafar a opinião dos grupos minoritários, muito menos tolher ou comprometer os direitos constitucionalmente assegurados”, disse a ministra.

Fonte: O Dia*

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