Cabral afirma ter dado R$ 300 mil de propina a ‘operador do direito’

Eis mais um episódio da estratégia de Sérgio Cabral de mostrar valor em uma eventual delação sua . No depoimento de 25 de março, em que atribuiu supostos crimes aos ex-procuradores-gerais de Justiça do MP do Rio de Janeiro Cláudio Lopes e Marfan Vieira Martins, Cabral também afirmou ter dado R$ 300 mil em propina a um “operador de Direito”, durante seu mandato como governador do Estado.

Instado pelo promotor que o inquiria a revelar o nome do tal operador, Cabral fez mistério.

Afirmou apenas que o tal operador não era do Ministério Público e que houve uma confusão no depoimento de Carlos Miranda sobre a quantia em propina dada a Cláudio Lopes.

Miranda disse que Lopes recebeu R$ 300 mil, mas Cabral afirmou que o valor dado foi R$ 200 mil.

“Tanto que o Carlos Miranda menciona 300 mil reais porque isso, também em 2008, foi objeto de outro apoio que eu dei a um outro operador do Direito, que não é do Ministério Público”, afirmou Cabral.

“O senhor pode declinar o nome dessa outra pessoa ou o senhor prefere se reservar?”, perguntou o promotor.

“Eu prefiro me reservar ao direito de não falar o nome dessa pessoa aqui… Porque ela não é do MP”, respondeu o ex-governador.

“Mas é do mundo jurídico, é isso?”, perguntou o promotor.

“É do mundo jurídico”, respondeu Cabral.

“Ele teria recebido…”, emendou o promotor.

“300 mil reais”, completou Cabral.

Fonte: Coluna Guilherme Amado, Época

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