Ex-procurador-geral do esquema de Cabral tentou obter informações sobre investigações contra governo Rafael Diniz em agosto

No julgamento ocorrido nessa segunda-feira (26) no Tribunal de Justiça, quando foi mantida a prisão preventiva do ex-procurador-geral de Justiça Claudio Lopes, acusado de receber R$ 7,2 milhões do esquema de corrupção de Sérgio Cabral para abafar investigações contra o grupo do ex-governador, a cidade de Campos voltou a ser citada.

*TJRJ mantém prisão e sequestro de bens de Claudio Lopes, ex-procurador-geral do MP

Um dos motivos pela prisão preventiva de Claudio Lopes é de que ele teria pressionado uma promotora de justiça para obter informações sobre investigações que estariam ocorrendo no governo Rafael Diniz. Mesmo não sendo mais o chefe do Ministério Público, Cláudio Lopes ainda é procurador de justiça (agora afastado) e tentou no mês de agosto pressionar a promotora para obter as informações. Em depoimento, a promotora afirma que Lopes tinha em mãos um ofício que foi enviado ao prefeito.

Versão da defesa

“Não houve ameaça alguma à promotora e o caso não está relacionado ao julgamento”, defendeu o advogado José Carlos Tórtima.

Já para acusação, a tentativa de obter informações sobre a investigação demonstrou que Lopes continuava atuando da mesma forma.

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