A desidratação de Rafael Diniz e seu grupo político

O primeiro e o segundo turno das eleições para governador do estado do Rio de Janeiro serviu de termômetro para avaliar o governo do prefeito Rafael Diniz na cidade de Campos.

No primeiro turno com toda a maquina da prefeitura colocada em favor de Eduardo Paes, as inúmeras visitas feitas por ele a cidade, onde foi inclusive vaiado juntamente com o prefeito e o candidato a vice-governador Comte Bittencourt, o mesmo não passou de 32.199 votos, enquanto o juiz Wilson Witzel conquistou 76.432 votos.

Ainda no primeiro turno observa-se que junto com esses votos estão aqueles cabalados por outras lideranças como Rodrigo Bacellar, Pastor Éber, João Peixoto e outros líderes partidários com menor visibilidade.

Em sete de outubro, ou seja, no primeiro turno, o sintoma de naufrágio do grupo de Rafael Diniz já era claro.

No segundo turno o candidato Eduardo Paes obteve 67.938 votos contra 140.031 do juiz Wilson Witzel. Nesse caso deve ser descontado desses votos àqueles que foram dados ao professor Tarcísio, a professora Márcia Tiburi e ao deputado eleito Rodrigo Bacellar que não fez reunião junto com Rafael Diniz.

Nesse contexto não se pode perder de vista o trabalho de toda a esquerda da cidade que não votou no juiz e outros simpatizantes que votaram em Eduardo Paes, independente da liderança de Rafael Diniz.

Não existe dúvida do naufrágio de Rafael Diniz, Marcão Gomes e toda sua equipe, uma vez que a dupla se reuniu com os cargos comissionados e funcionários mais próximos para pedir empenho pela candidatura de Eduardo Paes. Parece que deu efeito contrário.

Se formos pensar ao contrario chegaremos à conclusão de que o vitorioso na eleição foi o ex-governador Garotinho que nem candidato foi, tendo se limitado a pedir votos contra Eduardo Paes.

Essa é a simples leitura das urnas da qual não podemos nos afastar pelo menos até 2020. Não adianta lei da mordaça, censuras a rádios da cidade, demissão de funcionários e outros expedientes autoritários.

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